Posts Tagged ‘vasco x santos’

Para não entrar em crise, Vasco pega o Santos que ainda sonha com o título

Time carioca vê Z-4 cada vez mais perto e precisa acabar com série de seis jogos sem vencer. Peixe quer os três pontos para seguir na luta pelo caneco

Transmissão ao vivo # Blogão

felipe vasco treinoFelipe pode voltar a ser titular no jogo desta terça

Vasco e Santos entram em campo, nesta terça-feira, com objetivos bastante distintos. Enquanto o primeiro precisa vencer para dar fim a uma série de seis jogos sem ganhar e se afastar da zona de rebaixamento, o segundo precisam dos três pontos para seguir na briga pelo título brasileiro. O jogo tem início às 21h (horário de Brasília).

O Gigante da Colina, 14º colocado, vem de seguidos tropeços em casa, o que lhe rendeu uma vertiginosa queda na tabela de classificação. Mesmo assim, o time aposta na força de São Januário para vencer. Por sua vez, o Peixe, sexto colocado, quer provar que a turbulência pela qual no “caso Neymar” passou e que já faz parte do passado.

O GLOBOESPORTE.COM acompanha o confronto em Tempo Real a partir das 20h30m. O PFC transmite a partida ao vivo para todo o Brasil. Apita a partida o árbitro Wilton Pereira Sampaio (DF),  auxiliado por Marrubson Freitas (DF) e Guilherme Camilo (MG).

header o que esta em jogo

Vasco: o time cruzmaltino não vence há seis rodadas e viu o sonho da Libertadores se transformar em um possível pesadelo: a briga para não cair. Um empate ou uma derrota podem aproximar o time da zona de rebaixamento.

Santos: Dez pontos atrás do líder Fluminense, o Santos ainda sonha com o título brasileiro. Apesar de já ter vaga garantida na Libertadores de 2011 por ter sido campeão da Copa do Brasil, o time da Baixada Santista pretende brigar por mais uma taça nesta temporada . Se vencer o Vasco nesta terça-feira, pode ultrapassar Botafogo e Internacional na tabela, pulando da sexta para a quarta colocação no campeonato.

header as escalações 2

Vasco: : o técnico PC Gusmão tem uma série de desfalques para o jogo. Rafael Carioca e Dedé estão suspensos.  Ramon, Carlos Alberto e Nilton, estão machucados e fora do jogo. O time provável é: Fernando Prass, Fágner, Titi, Cesinha (Jadson Viera) e Max; Jumar Fellipe Bastos, Felipe (Rômulo) e Zé Roberto; Eder Luis e Rafael Coelho.

Santos: O técnico interino Marcelo Martelotte anunciou novidades no time titular do Peixe. Serão duas mudanças em relação ao time que venceu o Cruzeiro no último sábado. Entram o lateral-esquerdo Alex Sandro e o meia Zezinho, que substituem Léo, poupado, e Zé Eduardo, suspenso. O treinador também optou pela manutenção de Danilo na lateral direita, deixando Pará, que volta de suspensão, na reserva. A escalação do Peixe para o duelo em São Januário é: Rafael, Danilo, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Roberto Brum, Arouca e Marquinhos; Zezinho, Marcel e Neymar.

quem esta fora

Vasco: Rafael Carioca e Dedé estão suspensos. Ramon, Carlos Alberto, Nilton, Magno e Bruno Paulo estão machucados

Santos: O atacante Zé Eduardo, que foi expulso contra o Cruzeiro, cumpre suspensão automática. Já o lateral-esquerdo Léo será poupado para aprimorar a forma física. O meia Madson, o atacante Keirrison, o volante Rodriguinho e o zagueiro Bruno Aguiar estão machucados e seguem fora da equipe. O meia Paulo Henrique Ganso, que operou o joelho esquerdo, só voltará a jogar na próxima temporada.

header pendurados

Vasco: Fernando, Ernani, Fellipe Bastos, Fumagalli, Zé Roberto, Nilson e Nunes.

Santos: Bruno Aguiar, Roberto Brum, Zezinho e Marcel

header fique de olho 2

Vasco: sem os medalhões, Fellipe Bastos tem sido a grata surpresa no time do Vasco. O volante tem mostrado desenvoltura e pode ser uma arma-surpresa para encarar o Peixe.

Santos: Alex Sandro será titular na lateral esquerda, no lugar do poupado Léo. Após marcar um golaço por cobertura diante do Cruzeiro, o habilidoso jogador de 19 anos ganhou a confiança do técnico Marcelo Martelotte e é uma boa opção de apoio ao ataque pelo lado esquerdo.

header o que eles disseram

Zé Roberto (meia do Vasco): “Tem que acreditar que as coisas vão dar certo. Às vezes, a gente fica muito cabisbaixo. Tem que acreditar até o último minuto e esquecer um pouco o torcedor, porque a responsabilidade das arquibancadas pode pesar”

Marcelo Martelotte (técnico interino do Santos) ‘ O Vasco está em uma situação difícil, mas eu já vi bastante o time jogar neste campeonato. Sabemos que vamos encontrar bastante dificuldades em São Januario, até pela situação que o Vasco se encontra, já que o time busca a recuperação’.header números e curiosidades

* Neste Brasileirão, o Vasco tem apenas uma derrota atuando como mandante, em 11 partidas disputadas. Foram quatro vitórias e seis empates. O único resultado negativo foi contra o Guarani, quando o time campineiro venceu por 1 a 0, em São Januário.

*Já o Santos fez 12 jogos fora de casa, tendo obtido três vitórias, quatro empates e cinco derrotas. Os três resultado positivos do Peixe foram diante de Atlético-GO (2 a 1), Grêmio Prudente (2 a 1) e Grêmio (2 a 1).

*O Santos não vence o Vasco há quase cinco anos em São Januário, mas neste período foram disputados apenas três jogos entre as duas equipes no local, com duas vitórias vascaínas e um empate. O último triunfo santista no estádio do adversário aconteceu no dia 26 de maio de 2005, por 3 a 1, com gols de Geílson, Ricardinho e Basílio, enquanto Romário descontou.

Título sul-americano completa 60 anos

Título sul-americano completa 60 anos

Em 48, Vasco foi o primeiro time a ser campeão continental após empate com River Plate

Agência
Na sala de troféus de São Januário, a taça do título de 1948 fica em destaque, entre as taças da Libertadores (direita) e da Mercosul (e)

Na música que virou símbolo da torcida cruzmaltina nos estádios desde o ano passado é possível entender um pouco da história do clube: “Vou torcer pro Vasco ser Campeão,
São Januário, meu caldeirão… Vasco, tua glória é tua história, é relembrar o Expresso da
Vitória”. O citado “Expresso da Vitória”, time que entre 1945 e 1952 ganhou dezenas de títulos, foi o responsável por uma das conquistas mais importantes da história da Colina. Nesta sexta-feira, 14 de março, completa 60 anos que o Vasco levantou a taça do Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões de 1948.

A competição, disputada no Chile, foi a primeira conquista pelo futebol brasileiro no exterior. Incluindo a seleção brasileira. O Vasco foi campeão invicto com quatro vitórias e dois empates e superou um dos principais clubes da época: o River Plate, da Argentina, que era chamado de “La Maquina” e tinha o craque Di Stéfano. O Sul-Americano de Clubes Campeões foi o título mais importante do Vasco até a conquista da Taça Libertadores em 98.

A Conmebol passou a reconhecer a competição em 1996, e o Vasco se tornou o primeiro campeão sul-americano. A reivindicação da diretoria ocorreu para o clube ter o direito de disputar a Supercopa, que reunia todos os campeões de Libertadores.
A defesa do Vasco usou como principal prova um livro antigo da Conmebol, que havia sido descoberto na época, e contava a história da Taça Libertadores. No livro, o Sul-Americano de Clubes Campeões de 1948 foi considerado o “embrião” da Libertadores.

Convite foi feito por dirigente rubro-negro

O livro “Um Expresso chamado Vitória”, que será lançado em agosto deste ano e foi produzido pelos pesquisadores Alexandre Mesquita e Jefferson Almeida, descobriu que o Vasco recebeu o convite para participar do Sul-Americano de Clubes Campeões de 1948 por um dirigente rubro-negro. Dario de Melo Pinto, que representava os interesses do Colo Colo, do Chile, entrou em contato com a diretoria vascaína no dia 18 de dezembro de 1947 para conversar sobre a competição. O cartola rubro-negro também levou o presidente do clube chileno, Robinson Alvarez Marín, para visitar a sede de São Januário e acertar a participação vascaína. O clube foi escolhido por ter sido campeão invicto do Campeonato Carioca de 1947. Outros seis clubes disputaram o título com o Vasco:

  • Colo-Colo (Chile) – Campeão chileno e organizador da competição
  • Nacional (Uruguai) – Campeão uruguaio de 1947
  • River Plate (Argentina) – Campeão argentino de 1947 e visto como o principal time sul-americano
  • Emelec (Equador) – Campeão de Guayaquil em 1946 e 1948, na época o principal torneio do país
  • El Lítoral (Bolívia) – Campeão do Torneio de La Paz, a principal competição boliviana
  • Municipal (Peru) – Vice-campeão peruano de 1947

A competição tinha um regulamento simples. Todos os clubes se enfrentariam, e o campeão seria quem somasse mais pontos. O Sul-Americano de Campeões duraria pouco mais de um mês. Começava no dia 11 de fevereiro e terminava no dia 14 de março. Todos os jogos vascaínos seriam disputados no Estádio Nacional, em Santiago, na capital chilena.

DATA JOGOS GOLS DO VASCO
14/02/1948 2 x 1 Litoral-BOL Lelé (2)
18/02/1948 4 x 1 Nacional-URU Ademir, Maneca, Danilo e Friaça
25/02/1948 4 x 0 Municipal-PER Lelé, Friaça (2) e Ismael
29/02/1948 1 x 0 Emelec-EQU Ismael
07/03/1948 1 x 1 Colo Colo-CHI Friaça
14/03/1948 0 x 0 River Plate-ARG

O Vasco viajou com 18 jogadores para disputar a competição: Barbosa, Barcheta, Augusto, Wilson, Rafagnelli, Ely, Danilo, Jorge, Moacir, Djalma, Nestor, Maneca, Ademir, Dimas, Lelé, Friaça, Ismael e Chico. Apenas um atleta não entrou em campo durante o Sul-Americano: o meia Moacir, que na época tinha 23 anos. A força daquele time poderia ser comprovada pouco tempo depois. Seis jogadores que conquistaram o título de 1948 foram titulares da seleção brasileira na Copa de 1950.O Vasco estreou no dia 14 de fevereiro contra o Litoral, da Bolívia. O jogo foi mais difícil do que o esperado. E a vitória veio graças à inspiração de Lelé, que fez os dois gols do triunfo de 2 a 1. No jogo seguinte, o Expresso da Vitória encararia um dos favoritos ao título: o Nacional, do Uruguai. Mas o Vasco fez a melhor partida na competição e não deu chance ao rival. Uma goleada de 4 a 1, com gols de Ademir, Friaça, Danilo e Maneca. Mas a vitória nem foi comemorada. O atacante Ademir de Menezes sofreu uma fratura no tornozelo direito durante o jogo e estava fora da competição. O Vasco perdia seu o principal jogador.

JOGADOR PARTIDAS GOLS
Barbosa (goleiro) 6 -3*
Barcheta (goleiro) 1 0*
Augusto (zagueiro) 4
Wilson (zagueiro) 5
Rafagnelli (zagueiro) 5
Ely (meia) 6
Danilo (meia) 6 1
Jorge (meia) 6
Moacir (meia)
Djalma (atacante) 6
Nestor (atacante) 2
Maneca (meia) 6 1
Ademir (atacante) 1 1
Dimas (atacante) 4
Lelé (atacante) 5 3
Friaça (atacante) 6 4
Ismael (atacante) 6 2
Chico (atacante) 6
* Gols sofridos

O técnico Flávio Costa escolheu, então, Lelé para entrar no time. O atacante terminou a competição com três gols. Na terceira partida, outra goleada cruzmaltina: 4 a 0 sobre o Municipal, do Peru. Os gols foram marcados por Lelé, Friaça (2) e Ismael.

De mero participante, o Vasco passou a ser visto como um time que disputaria o título. Após três partidas, o time dividia a liderança com o River Plate. O quarto jogo foi difícil. Vitória de 1 a 0 sobre o Emelec, do Equador, com um gol de Ismael no segundo tempo.

Aliás, a boa preparação física daquele time foi fundamental para o título. Dono do melhor ataque da competição, o Vasco fez nove dos seus 12 gols no segundo tempo.

Com um tropeço do River Plate contra o Nacional, do Uruguai, o Vasco passou a depender apenas de si para ser campeão. E enfrentando mais de 50 mil torcedores empatou com o anfitrião Colo Colo por 1 a 1. O gol vascaíno foi feito por Friaça. O jogo decisivo seria na última rodada, contra o River Plate. Um empate garantia a conquista.

O rival era chamado de “La Maquina” por ter conquistado cinco vezes o título argentino na década de 40. Alfredo Di Stéfano era visto como um dos melhores jogadores do mundo na época e havia marcado 27 gols no último campeonato nacional.

O Vasco jogou com a camisa preta com faixa diagonal branca e calções brancos. O técnico Flávio Costa resolveu barrar para a final o zagueiro argentino Rafagnelli, até então titular absoluto. O caso nunca ficou bem esclarecido. Anos mais tarde, Flávio Costa disse que na véspera da partida não sentiu confiança no jogador.

O jogo ganhou um ar dramático quando o zagueiro Wilson, destaque do time com a marcação em cima do craque Di Stéfano, deixou o gramado contundido. Além disso, o atacante Chico, um dos melhores da equipe, foi expulso após uma confusão no gramado. Aos 42 minutos do segundo tempo, Di Stéfano acertou um chute no travessão de Barbosa. A sorte estava do lado dos campeões. Fim de jogo, e o Vasco era o primeiro clube a conquistar um título sul-americano.

Agência

Time do Vasco campeão sul-americano de 1948. Em pé: Augusto, Barbosa, Rafagnelli, Danilo, Jorge e Eli. Abaixados: Djalma, Maneca, Friaça, Lelé e Chico


As fichas das partidas

VASCO 2 x 1 LITORAL-BOL
Estádio: Nacional, em Santiago, no Chile
Data: 14/02/1948
Árbitro: Carlos Lesson (CHI)
Gols: Lelé (2); Sandoval
Cartão vermelho: Ismael (V)
VASCO: Barbosa, Augusto (Rafagnelli) e Wilson; Ely, Danilo e Jorge; Friaça, Maneca (Ismael), Dimas (Djalma), Lelé e Chico.
LITORAL: Gafure (Millan), Arraz e Bustamante; Vargas, Valencia e Ibanez; Sandoval, Rodriguez, Caparelli, Gutierrez e Orgaz.

VASCO 4 x 1 NACIONAL-URU
Estádio: Nacional, em Santiago, no Chile
Data: 18/02/1948
Árbitro: Higino Madrid (CHI)
Gols: Ademir, Maneca, Danilo e Friaça; Wálter Gómez
VASCO: Barbosa, Wilson e Rafagnelli; Ely, Danilo e Jorge; Djalma, Maneca, Friaça, Ademir (Ismael) e Chico.
NACIONAL: Paz, Raul Pini e Tejera; Gambetta (Talba), Rodolfo Pini e Cajiga; Castro, Wálter Gómez, Marin, José Garcia e Orlandi.

VASCO 4 x 0 MUNICIPAL-PER
Estádio: Nacional, em Santiago, no Chile
Data: 25/02/1948
Árbitro: Julio White (CHI)
Gols: Lelé, Friaça (2) e Ismael
VASCO: Barbosa (Barcheta 37’/2ºT), Wilson e Rafagnelli; Ely, Danilo e Jorge; Djalma, Maneca (Dimas 28’/2ºT), Friaça, Lelé (Ismael, intervalo) e Chico.
MUNICIPAL: Suárez, Cavadas e Perales; Colunga, Castillo e Cellis (Ruiz 18’/2ºT); Mola (Navarrete 38’/2ºT), Mosquera (López 14’/2ºT), Drago, Guzman e Torres.

VASCO 1 x 0 EMELEC-EQU
Estádio: Nacional, em Santiago, no Chile
Data: 29/02/1948
Árbitro: Higino Madri (CHI)
Gol: Ismael
VASCO: Barbosa, Augusto e Rafagnelli; Ely, Danilo e Jorge; Djalma, Maneca (Dimas), Friaça, Lelé (Ismael) e Chico (Nestor).
EMELEC: Arias, Zurita e Enriquez; Mendonza I, Alvarez e Ortiz (Riveros); Fernandez, Jiménez, Alcibar, Yepes e Mendonza II.

VASCO 1 x 1 COLO COLO-CHI
Estádio: Nacional, em Santiago, no Chile
Data: 07/03/1948
Árbitro: Carlos Paredes (BOL)
Gols: Farias; Friaça
VASCO: Barbosa, Augusto e Wilson; Ely, Danilo e Jorge; Djalma, Maneca (Lelé) (Maneca), Friaça, Ismael e Chico (Nestor).
COLO COLO: Fernandes, Fuerzalida (Urroz) e Pino; Machuca, Miranda e Muñoz; Castro (Clavero), Farias, Infante (Lorca), Varela e López.
* Obs.: O regulamento permitia que um jogador substituído voltasse a campo.

VASCO 0 x 0 RIVER PLATE-ARG
Estádio: Nacional, em Santiago, no Chile
Data: 14/03/1948
Árbitro: Nobel Valentine (URU)
Cartões vermelhos: Chico (V) e Mendez (RP)
VASCO: Barbosa, Augusto e Wilson (Rafagnelli); Ely, Danilo e Jorge; Djalma, Maneca (Lelé), Friaça (Dimas), Ismael e Chico
RIVER PLATE: Grizetti, Vaghi e Rodríguez; Yácono (Mendez), Rossi e Ramos (Ferrari); Reyes (Muñoz), Moreno, Di Stéfano, Labruña e Lostau

SORTEIO CAMISA DO VASCO