Jogadores destacam o brio do time após primeiro tempo tenebroso

Fábio Ferreira disputa a bola com Rafael CoelhoTodos admitiram que o Botafogo não jogou bem, principalmente no primeiro tempo, mas os jogadores comemoraram o ponto conquistado no fim como se fosse uma vitória. Eles exaltaram a raça e a superação da equipe, mesmo jogando com um a menos.

Herói do empate, Loco Abreu marcou seu quinto gol em cinco partidas seguidas, o segundo de pênalti. O uruguaio foi um dos que elogiaram a postura do Botafogo, mesmo que de uma forma pouco convencional.

– Não teve cavadinha, mas o time mostrou muita raça e muito colhão – resumiu.

Leandro Guerreiro lembrou que o clássico foi muito complicado para o Botafogo, principalmente no primeiro tempo, mas que o time soube superar os problemas de lesão e a expulsão de Herrera. O volante deu os parabéns aos companheiros e ficou satisfeito com o empate, apesar de o Alvinegro ter atingido três rodadas sem vencer.

– Foram várias circunstâncias contra. Jogamos mal no primeiro tempo, tivemos as lesões e a expulsão. Claro que queríamos a vitória, mas o empate ficou de bom tamanho, pois o time teve brio e determinação. Sobrou vontade e o torcedor não pode cobrar isso.Todos se doaram, deram sangue, quase se mataram. A equipe está de parabéns pela determinação – afirmou.

Caio concordou com Guerreiro e comemorou o ponto conquistado no fim do clássico.

– Esse pontinho caiu do céu. Pelas circunstâncias da partida foi um bom resultado – disse.

Edno também elogiou a postura apresentada e ficou satisfeito por ter participado do empate:

– No segundo tempo voltamos com o coração na ponta da chuteira. Entrei, dei minha contribuição e cruzei para o lance do pênalti.

Já Somália, ao ser perguntado sobre o estado do gramado, admitiu que é preciso melhorar.

– O gramado prejudicou um pouco, está cheio de areia – disse.

Astros de Vasco e Botafogo foram discretos e pouco fizeram no clássico

Zé Roberto e Maicosuel: estrelas não brilharam no clássicoNo primeiro tempo, nenhum dos dois chegou perto de ser brilhante, mas o alvinegro teve um pouco mais de destaque.

Logo no início, parecia que ambos seriam protagonistas. Aos oito minutos, Maicosuel recebeu bom lançamento e poderia ter aberto o placar, porém, o zagueiro Dedé fez um corte preciso. Pouco depois, Zé Roberto foi esperto, veio por trás de Antônio Carlos e roubou a bola. Em seguida, Rafael Carioca ligou o contra-ataque, tocou para Ramon, que chutou e abriu o placar.

Após o gol cruzmaltino, porém, Maicosuel levou a pior ao se contundir e ser substituído ao fazer uma linda jogada em cima de Dedé. Já Zé Roberto ficou até o fim da etapa inicial, tendo uma atuação discreta.

O segundo tempo veio já com Herrera no lugar de Maicosuel e Zé Roberto continuando em atuação apagada. O argentino, mostrou que a peteca não iria cair, marcou de cabeça e colocou o Botafogo no jogo. Já Zé, dando sinais de que não fariamuita coisa, deu lugar a Felipe.

O brilhantismo de Herrera, porém, durou pouco, já que, fruto de seu destempero, foi expulso ainda na metade da etapa final.

Felipe, substituto de Zé, até que tentou dois lançamentos. Um culminou em chute de Carlos Alberto, cara a cara com Jeferson, que fez boa defesa. Porém, ao apito final do árbitro, a verdade é que nenhum dos envolvidos teve noite destacada.

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Vasco x Botafogo: um clássico que vale a permanência de um sonho

Gigante da Colina precisa vencer para seguir na luta por uma vaga na Libertadores. Glorioso quer os três pontos para continuar brigando pelo título

Transmissão ao vivo # Blogão

Ze Roberto x Maicosuel: bom duelo no clássico

Ze Roberto Maicosuel

Um clássico sempre é especial, mas o desta quarta-feira significa ainda mais para os dois times. Para o Vasco, a chance de seguir na luta pela Libertadores. Para o Botafogo, a possibilidade de continuar firme na luta pelo título nacional e por uma vaga no torneio internacional. A partida será disputada no Engenhão, a partir das 21h (horário de Brasília).

O Vasco ocupa a 12ª posição, com 29 pontos. O Gigante da Colina tem nove a menos que o Botafogo que, em quinto lugar, conquistaria a última vaga na Libertadores se o torneio terminasse hoje (como o Inter, quarto colocado, é o atual campeão do torneio continental “abre” mais uma vaga para o quinto do Brasileirão).

A partida será transmitida para todo país pelo PFC. O GLOBOESPORTE.COM acompanha o duelo em tempo real a partir das 20h30m. Apita o jogo o árbitro Felipe Gomes da Silva (RJ), auxiliado por Dibert Pedrosa Moises (Fifa-RJ) e Luiz Muniz de Oliveira (RJ).

header o que esta em jogo

Vasco: após a derrota para o Inter, no domingo, o time cruzmaltino viu a Libertadores ficar mais longe. Uma vitória nesta quarta é essencial para a equipe voltar a entrar na briga por uma vaga na competição continental.

Botafogo: depois da derrota para o Goiás e do empate em casa com o Cruzeiro, um novo tropeço pode deixar o Botafogo mais perto de sair da zona de classificação para a Libertadores e se afastar da briga pelo título. A vitória, portanto, é importante para dar um pouco mais de conforto na classificação.

header as escalações 2

Vasco: : o técnico PC Gusmão resolveu fazer mistério e não deu pistas sobre a escalação. Felipe, Carlos Alberto e Nunes estão relacionados para a partida mas podem começar no banco. O atacante, em melhor forma física, tem mais chances de começar entre os onze. O time deve começar com a seguinte escalação: Fernando Prass, Fágner, Titi, Dedé e Ramon; Rafael Carioca, Nilton, Carlos Alberto (Fellipe Bastos) e Zé Roberto; Eder Luis e Nunes (Rafael Carioca).

Botafogo: Joel Santana terá à disposição os mesmos jogadores que foram relacionados para o empate com o Cruzeiro. No entanto, a tendência é que Herrera volte à equipe titular, depois de começar no banco no último sábado. O argentino havia se recuperado de uma lesão muscular. O técnico Joel Santana faz mistério, mas a provável escalação será Jefferson, Danny Morais, Antônio Carlos e Fábio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Fahel, Maicosuel e Somália; Herrera e Loco Abreu.

quem esta fora

Vasco: Allan, com a Seleção Brasileira sub-19 no Japão, é o único desfalque.

Botafogo: O atacante Jobson e o lateral-esquerdo estão em fase final de recuperação de lesões musculares. A tendência é que estejam aptos a atuar neste domingo, contra o Atlético-PR. O volante Marcelo Mattos, que torceu o joelho, ainda está entregue ao departamento médico.

header pendurados

Vasco: Ernani, Fernando, Nilson, Fumagalli.

Botafogo: Antônio Carlos, Danny Morais, Leandro Guerreiro, Fahel, Lucio Flavio, Maicosuel, Edno, Caio, Herrera, Loco Abreu e Jobson..

header fique de olho 2

Vasco: Fágner tem sido importante arma ofensiva do Vasco. Sem Marcelo Cordeiro, o Botafogo fica sem um lateral-esquerdo de origem, o que pode facilitar a vida do jogador vascaíno.

Botafogo: ele já mostrou que pode fazer a diferença, mas sabe que está devendo. Motivado por reencontrar o melhor futebol, Maicosuel tem num clássico a oportunidade perfeita para voltar a ser decisivo.

header o que eles disseram

Carlos Alberto (meia do Vasco): “É um jogo de 600 pontos. Não podemos mais perder pontos para seguir na briga pela Libertadores.

Joel Santana, técnico do Botafogo: “O Vasco tem uma equipe bem trabalhada, com jogadores talentosos. Mas nós temos as nossas estrelas, e vai ser jogo bom de se ver. O Vasco vai apostar, e nós também. Vai ser um choque de gigantes.” header números e curiosidades

* Neste ano, Vasco e Botafogo se enfrentaram três vezes, com uma vitória para cada lado e um empate. O jogo desta quarta pode desempatar essa briga.
* Nos duelos pelo Brasileiro, o Vasco leva grande vantagem sobre o Botafogo. Em 34 jogos, foram 15 vitórias cruzmaltinas contra apenas 5 do Glorioso.
*Vasco e Botafogo já decidiram oito titulos. Em sete, foi o Glorioso quem deu a volta olímpica.

header último confronto v2

No último confronto entre Vasco e Botafogo, válido pelo primeiro turno do Brasileiro, o duelo terminou empatado em 1 a 1. Em um jogo polêmico, as duas equipes deixaram o gramado reclamando bastante da arbitragem.

Além desse jogo, Vasco e Botafogo fizerem duas partidas memoráveis no Carioca. Na fase classificatória da Taça Guanabara, o Vasco derrotou o rival por 6 a 0. Porém, a resposta não demorou e veio na final do torneio: 2 a 0 para o Glorioso.

Goleiros de Botafogo e Vasco serão os melhores de seus times no Troféu Armando Nogueira nesta quarta. Eles podem definir o clássico

Carlos Alberto? Felipe? Loco Abreu? Maicosuel? Apesar de excelentes, não serão estes os principais nomes que estarão em campo no Engenhão nesta quarta-feira, às 21h, para o clássico Botafogo x Vasco. Se as notas do Troféu Armando Nogueira forem levadas em conta, os dois principais jogadores do duelo estarão em lados bem opostos do campo, de uniforme diferente e luvas nas mãos. Até o fim da 23ª rodada, os goleiros Jefferson e Fernando Prass estão entre os melhores de suas equipes na premiação oferecida pelo SporTV e GLOBOESPORTE.COM.

montagem jefferson e fernando prass, botafogo x vasco
Jefferson e Prass são líderes de suas equipes no Armandão

A fase da dupla é realmente especial. Pelo Botafogo, Jefferson se firmou como um dos principais goleiros do país e foi lembrado por Mano Menezes na primeira convocação da nova Seleção Brasileira. No Brasileirão, o camisa 1 do Glorioso tem média 6,10 em 23 jogos disputados, superando nomes como Loco Abreu, Maicosuel e Herrera. A exceção é Jobson, que tem média 6,50, mas não entrará em campo no Engenhão, nesta quarta-feira.

Top 5 (Armandão)
Botafogo Vasco
1 – Jobson (6,50) 1 – Fernando Prass (6,11)
2 – Jefferson (6,10) 2 – Éder Luis (5,91)
3 – Maicosuel (6,08) 3 – Fagner (5,90)
4 – M. Mattos (6,05) 4 – Felipe (5,66)
5 – Loco Abreu (5,81) 5 – Nilton (5,55)

A maior nota de Jefferson na competição foi 8, obtida em três oportunidades. Contra o Goiás, na terceira rodada, e diante de Grêmio Prudente e Santos, na 18ª e na 20ª. Em todas, ele saiu de campo sem sofrer gols e fez excelentes defesas.

Aos 27 anos, ele está em sua melhor forma e tem ajudado o Botafogo na ótima campanha. Com 38 pontos em 23 jogos, o time treinado por Joel Santana está entre aqueles que se classificariam para a Libertadores de 2011.

A importância de Jefferson é tão grande que nem jogadores como Maicosuel e Loco Abreu receberam notas tão boas quanto as dele. O uruguaio, que voltou a ser titular recentemente, tem média 5,81. Já o Mago tem nota 6,08, dois centésimos a menos do que o goleiro.

Do outro lado, Fernando Prass reina absoluto como melhor jogador do Vasco no Brasileirão. A média 6,11 em 22 partidas é quase igual à de Jefferson, o que mostra o equilíbrio de ambos debaixo das traves. Medalhões como Carlos Alberto nem figuram entre os cinco melhores da equipe. As lesões prejudicaram o camisa 19, que fez apenas cinco partidas no Brasileirão e tem média 5,40.

O melhor jogo de Fernando Prass no Brasileirão foi memorável. No clássico contra o Flamengo, pela 12ª rodada, ele fez uma sequência de defesas incríveis e garantiu o 0 a 0 no Maracanã. A nota 8 foi um prêmio pela atuação impecável debaixo das traves.

PC Gusmão, hoje técnico do Vasco, pode falar com propriedade dos dois. Afinal, ele trabalha com Prass e já teve a oportunidade de treinar Jefferson quando este ainda iniciava a carreira, no Cruzeiro, no início da década.

– Falar deles é muito bom para mim. Trabalhei com o Jefferson no Cruzeiro e com o Fernando aqui no Vasco. Fico feliz com a qualidade deles e com a evolução que atingiram. Eu, que sou ex-goleiro e já fui treinador de goleiros, sinto muito orgulho dos dois estarem nessa forma. Isso mostra o nível dos nossos goleiros. A fase dos dois realmente é excepcional – elogiou PC.

devil fight 2

Entre goleada e decisão de turno no Estadual, quem vai sorrir no fim?

Engenhão se acostuma aos poucos com o clássico alvinegro (Montagem: Allex Ximenes)Segundo um conhecido ditado popular, quem ri por último é aquele que ri melhor. Em uma temporada de duelos emocionantes entre si, Vasco e Botafogo fazem nesta quarta-feira o último clássico alvinegro de 2010, no Engenhão, às 21h. Com uma vitória para cada lado e um empate, resta buscar com tudo os três pontos e fechar com chave de ouro um período de grandes confrontos.

A partida será a terceira no estádio do Glorioso desde janeiro, apesar de o mando de campo ser vascaíno. No primeiro embate do ano, deu Vasco por incríveis 6 a 0. Depois, na final da Taça Guanabara, no Maracanã, triunfo do Bota por 2 a 0. Já no turno inicial do Brasileirão, tudo igual em 1 a 1. Diante de tantos placares diferentes, o público pode esperar por fortes emoções antes de sorrir.

CABEÇA ERGUIDA

Pelo lado cruzmaltino, o time tenta se recuperar da primeira derrota no período pós-Copa e busca a vitória para voltar a sonhar com uma vaga no G4. Para o clássico, o técnico Paulo César Gusmão terá à disposição os meias Felipe e Carlos Alberto, recém-recuperados de lesão, além do atacante Nunes, que estava recuperando a forma física. Porém, o treinador preferiu manter o mistério quanto à escalação titular.

– Serão aproveitados ou no banco de reservas ou dentro do campo de acordo com o que acontecer. A comissão técnica vai sentar com os jogadores e avaliar o que eles tiverem de melhor para aproveitá-los em 90 minutos, 45 ou em 20% do jogo. Eles vão ser aproveitados da melhor maneira possível, mas ainda não sei se todos eles – disse PC, que elogiou a equipe comandada por Joel Santana:

– Posso destacar todo o Botafogo, que é uma equipe forte. Para um time ser forte, deve ser equilibrada em todos os setores.

MIRA NO VASCO, MIRA NO TÍTULO

Jogos contra o Vasco significam dias de mudanças para o Botafogo. Depois do fatídico 6 a 0, o Glorioso contratou Joel Santana e deu a volta por cima no Estadual. Quase oito meses depois daquele 24 de janeiro, a meta no Botafogo é arrancar na base da vitória e continuar na caça dos líderes. De acordo com o técnico, são jogos assim que dão moral para crescer.

– Clássico é clássico. Nosso grande momento no Carioca foi quando vencemos os clássicos. Ganhamos o Flamengo em uma quarta-feira, eu acho, e depois vencemos o Vasco no domingo. Assim a equipe chegou com força. Tem certos momentos da competição que ganhamos moral com triunfos – disse Joel Santana, que espera sair logo dos 38 pontos.

De olho em voltar a fazer três pontos, após perder por 4 a 1 para o Goiás e empatar em 2 a 2 com o Cruzeiro, o Botafogo deve voltar a contar com o esquema 3-5-2. Loco Abreu e Herrera podem ser escalados na frente, enquanto Jobson ainda continua em recuperação de lesão na coxa direita e está fora de combate.

Por outro lado, o lateral-direito Alessandro recuperou-se de entorse no tornozelo e vai para campo. Também confirmado e às vésperas de disputar o primeiro clássico após voltar ao Bota, Maicosuel não esconde a ansiedade.

– A motivação de todos fica ainda maior em um clássico. Comigo não é diferente. Sei que a responsabilidade é grande, mas o grupo me ajuda muito. O carinho da torcida também é importante. Será um jogo complicado, mas quero superar as memórias e mostrar o Maicosuel de hoje – afirmou.

FICHA TÉCNICA:
VASCO X BOTAFOGO

Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 22/9/2010 – 21h (de Brasília)
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises (Fifa-RJ) e Luiz Muniz de Oliveira (RJ)

VASCO: Fernando Prass, Fagner, Dedé, Titi e Ramon; Rafael Carioca, Nilton, Felipe e Carlos Alberto; Zé Roberto e Felipe. Técnico: Paulo César Gusmão.

BOTAFOGO: Jefferson, Danny Morais, Antônio Carlos, Fábio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Fahel, Maicosuel, Somália; Herrera e Loco Abreu. Técnico: Joel Santana.

Atacante admite ter torcido pelo Cruzmaltino e afirma que hoje é Botafogo

(Reprodução: twitter.com/canedo_caio)

Concentrado para a partida desta quarta-feira entre Vasco e Botafogo, Caio comentou no Twitter sobre a foto na qual aparece com membros de uma organizada do Vasco. Segundo o atacante do Glorioso, a imagem é algo de infância e o próprio classificou o episódio como bobeira ao perguntar “que jogador de futebol jamais torceu para algum clube?”.

Após admitir que posou para a foto, o atleta de 20 anos encerrou a polêmica ao escrever: “hoje sou Botafogo”. O Talismã está confirmado por Joel Santana no grupo para o clássico no Engenhão, às 21h, pelo Brasileiro.

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Mais próximo dos líderes, Inter recebe o Vasco, rei dos empates

Colorado tenta diminuir um pouco mais a distância para Fluminense e Corinthians. Cariocas reencontram Celso Roth

Transmissão ao vivo # Blogão

Enquanto o Inter tenta fungar no cangote dos líderes, o Vasco luta para deixar de derrapar no Campeonato Brasileiro. O Colorado, embalado pela vitória de 3 a 1 sobre o São Paulo, no Morumbi, recebe o Cruzmaltino, colecionador de empates (são 11 no total), às 16h deste domingo, no Beira-Rio. O time gaúcho, com 35 pontos, pretende diminuir ainda mais a distância para a ponta da tabela. Os cariocas, com 29, vindos de três igualdades seguidas, precisam voltar a vencer para sonhar com vaga na Libertadores.

O jogo marca o reencontro do técnico Celso Roth com o Vasco, clube que ele deixou em junho para assumir o Inter na reta final da Libertadores. Ele acabou campeão do torneio continental.

Ao contrário de Zé Roberto, técnico afirma que é sempre bom atuar ao lado da torcida, em São Januário

PC Gusmão, VascoPC Gusmão diz que prefere jogar ao lado da torcida

Zé Roberto deu uma declaração curiosa ao deixar o campo de São Januário, após o empate contra o Avaí, nesta quinta-feira. O meia declarou que os jogadores vascaínos estão sentindo a pressão de atuar em casa e que o time consegue se soltar mais fora de São Januário. Contudo, nem todos pensam como o jogador. Para o técnico PC Gusmão, o Vasco é inegavelmente mais forte em seu estádio.

– Eu prefiro sempre jogar ao lado da minha torcida. Eles pressionam e ajudam a gente a buscar os resultados. As cobranças são normais. A torcida do Vasco está acostumada a ver o time vencer – disse.

O problema é justamente esse. Nos últimos três jogos em São Januário, o Vasco empatou todos. Isso sem contar que a equipe acumula seis igualdades em sete partidas. Para o treinador, não há fórmula secreta para acabar com isso.

– Temos que trabalhar. A jornada é longa ainda e muita coisa vai acontecer.

Neste domingo, o Vasco encara o Inter, no Beira-Rio, a partir das 16h (horário de Brasília). PC não poderá contar com Felipe e Carlos Alberto, que ainda se recuperam de lesões, nem com Titi e Jumar, suspensos. Nunes também não viajou para Porto Alegre porque fará um trabalho de recondicionamento físico.

Jogador ficará no Rio de Janeiro para melhorar seu condicionamento físico

jogadores no embarque do Vasco Jogadores do Vasco embarcaram nesta sexta

Felipe, Carlos Alberto, Titi, Jumar e agora Nunes. A lista de jogadores do Vasco que não enfrentam o Inter, neste domingo, aumentou com a exclusão do atacante. O atleta não viajou para Porto Alegre porque fará um trabalho de recondicionamento físico.

Nunes enfrentou o Palmeiras no domingo passado, mas deixou o gramado dizendo que não havia se sentido bem em campo. Segundo o jogador, o desgaste foi muito grande e ele ainda precisaria de tempo para se condicionar. Por isso, o atacante ficou fora também do duelo contra o Avaí, nesta quinta.

Com a ausência de Nunes, Rafael Coelho deve ser mantido no ataque cruzmaltino, ao lado de Eder Luis. Rafael não foi bem contra o Avaí, tendo, inclusive, perdido um pênalti. Porém, o técnico PC Gusmão acredita no potencial do atleta e que ele pode melhorar com a sequência de jogos. A outra opção do treinador é o jovem Jonathan.

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Ex-volante abandonou o futebol aos 31 anos e agora trabalha no Mercado Popular da Uruguaiana vendendo eletrônicos. Fama faz parte do passado

Quem passa pelas ruas apertadas e movimentadas da Uruguaiana, principal mercado popular do Rio de Janeiro, nem imagina que pode dar de cara com um ex-jogador que fez parte das principais conquistas recentes do Vasco, como o Brasileiro de 97 e a Libertadores de 98. Atualmente com 34 anos, o volante Fabrício Eduardo virou camelô. Mesmo novo, decepcionado com o futebol, ele resolveu a abandonar a bola há três anos para ter uma loja onde vende  equipamentos eletrônicos, como celulares e jogos para videogame.

Fabrício fez 118 jogos pelo Vasco. Cinco deles na campanha do título mais importante da história do clube: a Libertadores de 1998. Depois que saiu da Colina, no início de 2000, a carreira não alavancou. Passou por Naútico, Libertad-PAR, América-RJ, Americano-RJ, Remo, XIII de Campina Grande até chegar ao Casemiro de Abreu-RJ, onde, em 2007, aos 31 anos, decidiu parar. Os problemas físicos, como uma tendinite crônica no joelho, e os atrasos constantes de salários o fizeram procurar outro rumo. Aí, o comércio informal apareceu em sua vida.

Fabricio Vasco
Fabricio na loja que montou na Uruguaiana após abandonar o futebol

Fabrício ainda tem contato com ex-companheiros como Alex Pinho, Brenner, Azul, Pimentel e Pedrinho, mas futebol agora só nas peladas com os amigos, duas vezes por semana, com a preocupação única de se divertir e manter a forma, que está longe de ser dos tempos de profissional.

– Fui ficando mais velho e as coisas não foram acontecendo. Jogar em time pequeno é complicado, às vezes o mês tem 90 dias – contou.

O caminho até a Uruguaiana foi mostrado por Jorge, ex-companheiro no Casemiro de Abreu e que atualmente é vice-presidente do mercado popular. O início na nova vida não foi fácil para um atleta que estava acostumado com uma rotina bem diferente.

Não tenho vergonha do que faço atualmente. Pago as minhas contas. Teria vergonha se estivesse no tráfico. “
Fabrício

– Devo muito a ele (Jorge), que foi um irmão. No começo foi complicado. Eu estava acostumado com uma rotina de treinamentos. O tempo de trabalho era bem menor. Hoje em dia sinto falta até da concentração (risos) – disse o volante, que no Casemiro de Abreu atuou ao lado de outra promessa vascaína que não se firmou, o atacante Brenner.

Fabrício, que chegou a defender a Seleção Brasileira (sub-17 e sub-20) e jogou ao lado de Ronaldo Fenômeno, é um caso típico de jovem que consegue crescer rápido na carreira e não lida bem o sucesso. No tempo em que ficou no Vasco, ele se deixou levar por algumas tentações, como a vida noturna e o álcool. Não conseguiu guardar dinheiro e, após chegar a clubes pequenos, viu seu padrão de vida cair vertiginosamente. A depressão bateu.

– Não tive cabeça, apesar dos meus pais me orientarem. Gastei em farra, noitadas… Nunca usei droga, mas cheguei a beber em excesso. Hoje, com minha maturidade, não faria de novo. O dinheiro vai acabando e depois você vê o quanto gastou. Quando era solteiro, gastava muito dinheiro mesmo. Ter um padrão de vida alto e cair tão rapidamente não é fácil, fiquei um pouco em depressão.

Quando a época não era mais de fartura, ele viu muitas pessoas que se diziam amigas sumirem rapidamente.

– Quando eu estava na mídia, tinha muitos amigos. Mas hoje sei quem são os verdadeiros.

As lembranças de um passado cheio de conforto estão na casa dos pais, em Campos, no norte do estado do Rio. Lá estão guardadas as camisas dos clubes, medalhas, faixas de campeão e fotos histórias. No acervo há também um uniforme do River Plate, trocado no histórico jogo da semifinal da Libertadores, no estádio Monumental.

Mas muitos objetos acabaram sendo destruídos em uma terrível enchente que castigou a cidade do norte fluminense em 2006. A casa foi inundada e castigada com a força da água, que afetou, principalmente, o bairro da Pecuária, onde os pais do ex-atleta moram.

Fabrício, aliás, tem uma relação de muito carinho com a cidade onde nasceu. Depois de encerrar a carreira, ele chegou a disputar uma liga amadora do município pelo Força Verde, time onde já havia jogado quando criança. Marcou o gol do título da Liga Campista 2007.

O pai Roberval Alves, de 57 anos, contou que seu filho preferiu gastar dinheiro com coisas supérfluas a tentar garantir seu futuro.

– Em 97, quando ele foi campeão brasileiro, falamos para ele comprar um terreno ao lado da nossa casa. Só de bicho, ele ganhou cerca de R$ 90 mil. Imagina quanto isso não valia naquela época. Mas Fabrício não quis, comprou um carro, começou a gastar dinheiro no Rio com mulher e bebida. Foi tudo embora – disse Roberval.

Fabricio VascoFabrício (o segundo em pé da esquerda para a direita) jogando na seleção ao lado de Ronaldo

Para a mãe Guionedir da Silva Alves, de 51 anos, que trabalha como auxiliar em uma clínica, seu filho não teve maturidade suficiente. Ela contou que as dificuldades após a saída do Vasco desanimaram muito o atleta.

– Ele foi infantil. A fama não podia subir à cabeça. É uma boa pessoa, bom filho. Não é dizer que gastou tudo, ele não teve oportunidade. Foi desanimando com o tempo. Às vezes ia para o banco, às vezes nem ia, e isso atrapalhou muito na carreira. Fabrício sempre falava que ia chutar o balde. Eu dizia que tudo bem, que ele nunca ia deixar de ser o meu filho – disse Dona Guionedir.

Mas se engana quem pensa que o ex-volante se sente diminuído por trabalhar atualmente como camelô. Após um período difícil, Fabrício aceitou a nova vida e hoje se sente feliz na nova atividade, que lhe permite viver com dignidade e criar os dois filhos, Eduardo, de dez anos, e Yasmin, de dois. Ele mora em São Cristóvão.

– Não tenho vergonha do que faço atualmente. Pago as minhas contas. Teria vergonha se estivesse no tráfico. Tenho o maior orgulho de ser camelô. Estou feliz no mercado, trabalho e não faço mal para ninguém. No mercado tem ex-presidiário, ex-prostituta… Tem espaço para todos trabalharem com dignidade.

Como foi a sua chegada ao Vasco?
– Comecei no Goytacaz e em 1991 fui para o Vasco. Quem me levou foi o zagueiro Tinho, que também era de Campos. Tive passagens pela Seleção Brasileira sub-17 e sub-20. Minha estreia no profissional do Vasco foi com apenas 16 anos, com o professor Antônio Lopes. A minha geração tinha o Felipe, Pedrinho, Géder, Henrique, Cristiano…

O pessoal da Uruguaiana costuma comentar sobre os jogos com você? Tiram sarro quando o Vasco perde?
– Quando tem algum jogo, principalmente clássico com o Flamengo, alguns colegas que têm lojas aqui em volta gostam de comentar. Alguns torcedores também. Aí tentam fazer alguma brincadeira.

Já recebeu a visita de algum dos seus ex-companheiros de Vasco?
– Sim, alguns já passaram aqui pela loja, como o Donizete (Pantera), o Cristiano, o Alex Pinho e o Maciel.

Qual foi o momento mais especial da conquista da Libertadores de 1998?
– Só o Vasco ganhou a Libertadores no ano do centenário. Fiquei muito feliz com isso, porque sou um vascaíno nato. Minha principal lembrança daquele título foi o jogo contra o River, o golaço do Juninho de falta. Depois daquela partida, já imaginávamos que seríamos campeões. Contra o River, eu fiquei no banco. Aquele gol do Juninho foi a mão de Deus. A torcida canta aquele lance até hoje.

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